Fator de correção dos alimentos: tabela com 41 itens
Fator de correção = peso bruto ÷ peso líquido. Tabela com medições brasileiras, manual do PNAE e USDA: batata 1,21–1,33, abacaxi 1,93–2,05.
Fator de correção (FC) é a relação entre o peso do alimento como foi comprado e o peso que sobra depois de limpo: FC = peso bruto ÷ peso líquido. Se 1 kg de batata vira 800 g depois de descascado, o FC é 1,25 — e para ter 1 kg de batata limpa você precisa comprar 1,25 kg. O fator mede só a perda antes do fogo (casca, sementes, talos, ossos, pele). O que acontece no fogo é outra conta, o fator de cocção.
Esta página reúne o fator de correção de 41 alimentos em três colunas separadas: o que foi medido em cozinhas brasileiras, o que traz a tabela de referência do PNAE e o percentual de perda que o USDA publica para os mesmos alimentos. Onde as fontes discordam, os valores aparecem lado a lado, com o motivo.
Como calcular
| Termo | O que é | Fórmula |
|---|---|---|
| Peso bruto (PB) | Peso como comprado: com casca, sementes, talos, ossos | — |
| Peso líquido (PL) | Peso cru depois de limpo, pronto para a panela | — |
| Fator de correção (FC) | Quantas vezes o bruto é maior que o líquido | PB ÷ PL |
| Percentual de aproveitamento | Quanto do bruto vira comida | 100 ÷ FC |
| Percentual de perda | Quanto vai para o lixo (ou para o caldo) | 100 − aproveitamento |
Exemplo com batata: 1.000 g compradas, 800 g descascadas. FC = 1.000 ÷ 800 = 1,25; aproveitamento = 100 ÷ 1,25 = 80%; perda = 20%.
Na literatura brasileira, o mesmo número aparece com outro nome: indicador de parte comestível (IPC). Apesar do nome, o IPC não é um percentual. Calcula-se como peso bruto ÷ peso líquido, igualzinho ao FC.
Tabela de fator de correção
Como ler:
- Medido no Brasil: medições em cozinhas reais — fichas técnicas da UFV (2023) e um hospital de Santa Maria (Santos e Basso, 2019). Da UFV, entram as entradas do alimento descascado ou limpo em pedaços (não ralado).
- Tabela do PNAE: o manual de per capita da UNIFAL-MG (2023), uma compilação de 20 referências, várias delas com valores de livros antigos.
- USDA: o percentual de perda do USDA convertido em fator, FC = 1 ÷ (1 − perda).
- Aproveitamento: calculado com os valores medidos e os do USDA; quando não há medição brasileira, com o PNAE e o USDA.
Raízes e tubérculos
| Alimento | Medido no Brasil | Tabela do PNAE | USDA | Aproveitamento | O que sai |
|---|---|---|---|---|---|
| Batata inglesa | 1,21–1,33 | 1,06 | 1,33 | 75–83% | Casca e olhos |
| Batata-doce | 1,13 (para chips) | 1,21 | 1,39 | 72–88% | Casca e pontas |
| Mandioca (aipim, macaxeira) | — | 1,31 | 1,19 | 76–84% | Casca grossa e entrecasca |
| Mandioquinha (batata-baroa, batata-salsa) | — | 1,15 | — | 87% | Casca fina e pontas |
| Cará (o inhame do Nordeste) | — | 1,35 | 1,16 | 74–86% | Casca grossa |
| Inhame (taro) | — | 1,40 | 1,16 | 71–86% | Casca e pontas |
| Cenoura | 1,23–1,24 | 1,17 | 1,12 | 81–89% | Casca, rama e pontas |
| Beterraba | 1,17 | 1,53 | 1,49 | 67–85% | Casca e folhas |
| Cebola | 1,11–1,19 | 1,73 | 1,11 | 84–90% | Casca e pontas |
| Alho | 1,11 | 1,08 | 1,15 | 87–90% | Casca e raiz |
Legumes
| Alimento | Medido no Brasil | Tabela do PNAE | USDA | Aproveitamento | O que sai |
|---|---|---|---|---|---|
| Tomate | 1,04–1,14 | 1,25 | 1,10 | 88–96% | Pedúnculo e miolo; sem pele e sementes, perde mais |
| Chuchu (descascado) | 1,47 | 1,47 | 1,01 (sem descascar) | 68% | Casca e semente |
| Abobrinha italiana | 1,03–1,27 | 1,26 | 1,05 | 79–97% | Pontas; descascada, perde mais |
| Abóbora cabotiá (japonesa) | — | 1,31 | 1,41 | 71–76% | Casca e sementes |
| Abóbora moranga | — | 1,50 | 1,43 | 67–70% | Casca e sementes |
| Berinjela | 1,21 | 1,08 | 1,23 | 81–83% | Pontas; descascada, perde mais |
| Pimentão | 1,10–1,21 | 1,26 | 1,22 | 82–91% | Talo, sementes e miolo |
| Pepino | 1,01 (com casca) | 1,30 | 1,03 com casca / 1,37 sem | 73–99% | Pontas; descascado, perde mais |
| Vagem | 1,07 | 1,41 | 1,14 | 88–93% | Pontas e fios |
Folhas e flores
| Alimento | Medido no Brasil | Tabela do PNAE | USDA | Aproveitamento | O que sai |
|---|---|---|---|---|---|
| Alface crespa ou lisa | 1,09 (crespa) | 1,31–1,46 | 1,35–1,56 | 64–92% | Folhas externas e talo |
| Alface americana | 1,45 | 1,21 | 1,05 | 69–95% | Folhas externas e miolo |
| Couve-manteiga | 1,06–1,61 | 1,50 | 1,75 | 57–94% | Talos |
| Repolho | 1,11–1,57 | 1,54 | 1,25 | 64–90% | Folhas externas e miolo |
| Brócolis | 1,06–1,43 | 2,12 | 1,64 | 61–94% | Talos e folhas |
| Couve-flor | 1,18 | 2,24 | 2,56 | 39–85% | Folhas e talo grosso |
Frutas
| Alimento | Medido no Brasil | Tabela do PNAE | USDA | Aproveitamento | O que sai |
|---|---|---|---|---|---|
| Banana-prata | 1,50 | 1,51 | — | 67% | Casca |
| Banana-nanica (caturra, d’água) | 1,73 | 1,66 | 1,56 (tipo Cavendish) | 58–64% | Casca |
| Laranja | 1,28 (de umbigo) | 1,46–1,65 | 1,33–1,47 | 68–78% | Casca, bagaço e sementes |
| Abacaxi | 2,05 | 1,93 | 1,96 | 49–51% | Casca, coroa e miolo |
| Mamão (papaia ou formosa) | 2,08 | 1,38–1,39 | 1,61 | 48–62% | Casca e sementes |
| Manga | 1,41 | 1,61 | 1,41 | 71% | Casca e caroço |
| Melancia | — | 1,90 | 1,92 | 52–53% | Casca e sementes |
| Maçã com casca | — | 1,24–1,26 | 1,11 | 79–90% | Miolo e cabo |
| Maçã descascada | 1,27 | — | 1,30 | 77–79% | Casca, miolo e cabo |
| Abacate | — | 1,51 | 1,35 | 66–74% | Casca e caroço |
Aves, peixe e ovo
| Alimento | Medido no Brasil | Tabela do PNAE | USDA | Aproveitamento | O que sai |
|---|---|---|---|---|---|
| Frango inteiro (só a carne) | — | 2,38 | 2,08 | 42–48% | Ossos, pele e gordura |
| Coxa de frango com pele | — | 1,50 | 1,49 (só o osso) | 67% | Osso |
| Sobrecoxa de frango | 1,40 (sem osso, pele e gordura) | 1,31 | — | 71% | Osso, pele e gordura |
| Peito de frango com osso | — | 1,39 | 1,25 | 72–80% | Osso |
| Peixe inteiro (pescada) | — | 2,00 | — | 50% | Cabeça, espinhas, pele e vísceras |
| Ovo de galinha | 1,15 | 1,12 | 1,14 | 87–88% | Casca |
Fontes: Oliveira, Santos e Oliveira — Guia Prático de Indicadores de Pré-preparo e Preparo dos Alimentos (UFV, 2023), médias de fichas técnicas de 2018 a 2022; Santos e Basso, Disciplinarum Scientia (2019), medições em hospital de Santa Maria (RS), em que as frutas já estavam bem maduras, o que os autores apontam como causa de perdas maiores; UNIFAL-MG — Manual de per capita para o PNAE (2023); USDA FoodData Central, SR28, campo “refuse”. O USDA não descasca o chuchu, por isso ele fica fora do aproveitamento dessa linha. Melão ficou de fora: as fontes vão de 1,04 a 2,45. Alimentos que já vêm limpos — arroz, feijão, farinhas, filé de peixe, carne moída — têm FC 1.
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Quero participarQuanto comprar para ter 1 kg limpo
É a mesma tabela, lida ao contrário: peso bruto = peso líquido × FC. Os valores usam as medições brasileiras e o USDA.
| Para ter 1 kg limpo de… | Compre |
|---|---|
| Batata inglesa | 1,2 a 1,35 kg |
| Cenoura | 1,1 a 1,25 kg |
| Cebola | 1,1 a 1,2 kg |
| Tomate | 1,05 a 1,15 kg |
| Mandioca | 1,2 a 1,3 kg |
| Abóbora cabotiá | 1,3 a 1,4 kg |
| Chuchu | 1,5 kg |
| Banana-prata | 1,5 kg |
| Mamão | 1,6 a 2,1 kg |
| Abacaxi | cerca de 2 kg |
| Melancia | 1,9 kg |
| Carne de frango, comprando o frango inteiro | 2,1 a 2,4 kg |
| Carne de coxa, comprando coxa com osso | 1,5 kg |
| Ovos sem casca | 1,15 kg (cerca de 20 ovos de 57 g) |
Fator de correção + fator de cocção: a conta completa
Quando a receita fala em peso pronto, entram os dois fatores, nesta ordem:
peso bruto = peso pronto ÷ fator de cocção × fator de correção
Exemplo: 1 kg de batata cozida para uma salada. O fator de cocção da batata cozida é 0,95 (manual do PNAE da UNIFAL-MG): 1 kg pronto ÷ 0,95 = 1,05 kg de batata crua descascada. Com FC de 1,21 a 1,33, isso dá 1,27 a 1,40 kg de batata comprada.
Com arroz e feijão, o fator de correção é 1 e só o de cocção importa: o arroz quase triplica de peso, o feijão mais que dobra. As tabelas completas de cru para cozido estão em conversões de alimentos e em peso cru vs cozido dos alimentos. Para carnes, que perdem água no fogo, veja quanta carne crua rende cozida.
Por que as tabelas não batem (e o caso da batata)
Procure “fator de correção da batata” e você vai encontrar 1,06 em muitas tabelas — e nas respostas automáticas dos buscadores. Esse número vem do livro de técnica dietética de Ornellas (5ª edição, 1988) e do guia de cardápios de Silva e Bernardes (2001), e foi repetido no manual de per capita do PNAE (2023). Ele significa perder só 6% do peso em casca. As medições recentes não confirmam:
| Fonte | FC da batata inglesa |
|---|---|
| Ornellas (1988) e Silva e Bernardes (2001), repetido no manual do PNAE (2023) | 1,06 |
| UFV, fichas técnicas de 2018 a 2022 | 1,21 |
| Hospital de Santa Maria (Santos e Basso, 2019) | 1,33 |
| USDA FoodData Central | 1,33 |
Ao descascar batata, perde-se entre 17% e 25% do peso, não 6%. Na compra de uma cozinha que faz 20 kg de purê, a diferença entre 1,06 e 1,25 é de quase 4 kg de batata.
A batata não é o único caso. As fontes divergem por alguns motivos:
- O que se considera “limpo”. No brócolis, as medições vão de 1,06 a 1,43, e as tabelas chegam a 2,12; a diferença provavelmente está em aproveitar o talo ou só os floretes. Com a couve-flor acontece o mesmo: o USDA conta as folhas e o talo grosso, e chega a 2,56; a medição brasileira dá 1,18.
- Hábitos de cada país. No Brasil, o chuchu costuma ser descascado; nas medições do USDA, não. Por isso o chuchu tem FC 1,47 aqui e 1,01 lá.
- Estado e tamanho do alimento. Batata pequena perde proporcionalmente mais casca; fruta muito madura ou com partes estragadas perde mais — foi o que os autores do estudo de Santa Maria observaram no abacaxi, na banana, no mamão e no melão.
- Métodos que não aparecem. Muitas tabelas copiam valores de livros antigos sem dizer como foram medidos, e as compilações citam umas às outras: o manual do PNAE inclui tanto o estudo de Santa Maria quanto os livros clássicos. O melão é o exemplo extremo: há fontes com 1,04 e outras com 2,45 — tão distantes que preferimos deixá-lo fora da tabela.
Por isso a recomendação da técnica dietética é que cada cozinha meça os próprios fatores, com os próprios fornecedores e cozinheiros. A tabela acima serve de ponto de partida; o passo a passo para medir está no começo da página.
Dica da Lívia
Eu só fui entender fator de correção quando comecei a fazer marmita para a semana e a conta da feira nunca fechava. Comprava 1 kg de abóbora para ter 1 kg na marmita e sobrava marmita vazia. Hoje eu multiplico antes de sair de casa: abóbora, ×1,3; batata, ×1,25; abacaxi, ×2.
O outro aprendizado foi o contrário: nem tudo que sai é lixo. Talo de brócolis e de couve vai para refogado, casca de abóbora assa bem, rama de cenoura vira farofa. Quando eu aproveito, o meu fator de correção cai — e a feira rende mais. É a melhor economia que eu conheço na cozinha.
Veja também
- Conversões de alimentos no Brasil — fator de cocção e medidas caseiras: o que acontece depois da limpeza
- Peso cru vs cozido dos alimentos — por que o arroz cresce e a carne encolhe
- Porções de frutas por unidade — quanto pesa a parte comestível de cada fruta
- Porções de carne e frango — osso e pele em cada pedaço de frango
- Quanto arroz e feijão por pessoa — a compra para grupos, de 4 a 130 pessoas
Fontes
- Oliveira DF, Santos VS, Oliveira TC. Guia Prático de Indicadores de Pré-preparo e Preparo dos Alimentos: Fator de Correção e Fator de Cocção. São Carlos: Scienza, 2023 (UFV, campus Rio Paranaíba). ISBN 978-65-5668-104-7. DOI 10.26626/9786556681047.2023B0001. Médias das fichas técnicas de preparo das disciplinas de Técnica Dietética e Gastronomia, de 2018 a 2022.
- Santos MCA, Basso C. Análise do fator de cocção e de correção dos alimentos em instituição hospitalar. Disciplinarum Scientia — Ciências da Saúde, Santa Maria, v. 20, n. 2, p. 505-516, 2019.
- UNIFAL-MG — Manual de per capita para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) (2023, ISBN 978-65-86489-72-9): definições de peso bruto, peso líquido, fator de correção (também chamado indicador de partes comestíveis) e fator de cocção; tabela de cerca de 470 itens compilada de 20 referências.
- Anjos MCR. Tabela de fatores de correção (Nutrição, UFPR): atribui o FC 1,06 da batata a Ornellas, Técnica dietética — seleção e preparo de alimentos, 5ª ed., Atheneu, 1988, e a Silva e Bernardes, Cardápio — guia prático para a elaboração, Atheneu, 2001.
- USDA FoodData Central — SR28 (Standard Reference, Legacy): percentual de perda (“refuse”) e descrição do que é descartado — por exemplo, batata 25% (cascas e aparas), banana 36% (casca), abacaxi 49% (coroa, casca e miolo), frango inteiro 52% (32% osso, 12% pele, 8% gordura), coxa de frango 33% de osso e cartilagem, ovo 12% (casca).
Perguntas frequentes
O que é fator de correção dos alimentos? +
É a relação entre o peso do alimento como foi comprado (peso bruto) e o peso que sobra depois de limpo (peso líquido): FC = peso bruto ÷ peso líquido. Ele mede a perda no pré-preparo — casca, sementes, talos, ossos, pele. FC 1,25 na batata significa que, para ter 1 kg descascado, você compra 1,25 kg. Alimentos que não têm o que descartar, como arroz, feijão e farinha, têm FC 1.
Como calcular o fator de correção? +
Pese o alimento como comprou (peso bruto), limpe como vai usar e pese de novo (peso líquido). Divida o primeiro pelo segundo: FC = PB ÷ PL. Exemplo: 1.000 g de batata viraram 800 g descascadas, então o FC é 1.000 ÷ 800 = 1,25. O percentual de aproveitamento é o inverso: 100 ÷ 1,25 = 80%.
Qual o fator de correção da batata? +
Entre 1,21 e 1,33 para batata inglesa descascada, nas medições brasileiras — 1,21 na UFV (2023) e 1,33 num hospital de Santa Maria (Santos e Basso, 2019) — e 1,33 pelo USDA. O valor 1,06, que aparece no manual de per capita do PNAE e em respostas automáticas de busca, vem do livro de técnica dietética de Ornellas (1988) e de Silva e Bernardes (2001); ele significaria perder só 6% em casca, o que as medições recentes não confirmam.
Qual a diferença entre fator de correção e fator de cocção? +
O fator de correção mede o que se perde antes do fogo, na limpeza: FC = peso bruto ÷ peso líquido, sempre maior ou igual a 1. O fator de cocção mede o que acontece no fogo: peso pronto ÷ peso cru limpo, que pode ser menor que 1 (carne, que perde água) ou maior (arroz, que absorve água). Para a compra completa, os dois se combinam.
O que é índice de parte comestível (IPC)? +
Na literatura brasileira de técnica dietética, 'indicador de parte comestível' (IPC) é outro nome para o fator de correção, calculado da mesma forma: peso bruto ÷ peso líquido. Para saber quanto se aproveita, usa-se o percentual de aproveitamento, que é 100 ÷ FC. Um abacaxi com FC 2,0 tem 50% de aproveitamento.
Como usar o fator de correção para saber quanto comprar? +
Multiplique a quantidade limpa que você precisa pelo fator: peso bruto = peso líquido × FC. Para 2 kg de abóbora cabotiá limpa (FC 1,31 a 1,41), compre 2,6 a 2,8 kg. Se a receita fala em peso pronto, divida antes pelo fator de cocção: peso bruto = peso pronto ÷ fator de cocção × FC.
Qual o fator de correção da banana? +
Cerca de 1,50 para banana-prata (1,50 na UFV, 2023; 1,51 no manual do PNAE) e 1,56 a 1,73 para banana-nanica, que tem casca mais grossa. O 1,56 é do USDA, que mede a banana do tipo Cavendish — o grupo da nanica. Ou seja, a casca é cerca de um terço do peso da banana-prata e de 36 a 42% do da nanica: de 1 kg de banana-prata sobram cerca de 670 g de polpa.
Qual o fator de correção do frango? +
Depende da peça e do que se tira. Frango inteiro, ficando só com a carne: 2,08 pelo USDA, que retira 32% de osso, 12% de pele e 8% de gordura; o manual do PNAE dá 2,38, sem detalhar o que retira. Coxa com pele, tirando só o osso: cerca de 1,5. Peito com osso: 1,25 a 1,39. Filé de peito: 1,00 a 1,12, só de aparas, nas medições brasileiras. Carne moída: 1.
Qual o fator de correção do abacaxi? +
Entre 1,93 e 2,05: 1,93 no manual do PNAE, 1,96 pelo USDA e 2,05 em medição hospitalar (Santos e Basso, 2019). É um dos fatores mais altos entre as frutas: casca, coroa e miolo somam cerca de metade do peso. Um abacaxi de 1,6 kg rende perto de 800 g de polpa.
Por que as tabelas de fator de correção não batem entre si? +
Porque o fator depende de quem limpa e de como: casca fina ou grossa, talo aproveitado ou não, fruta mais ou menos madura, alimento grande ou pequeno. Várias tabelas reproduzem valores de livros antigos sem dizer como foram medidos, e as compilações citam umas às outras. Por isso a técnica dietética recomenda que cada cozinha meça os próprios fatores — e esta página mostra, separado, o que vem de medição, de tabela de referência e do USDA.
De onde vêm esses valores? +
Medições brasileiras: Guia Prático de Indicadores de Pré-preparo e Preparo dos Alimentos (Oliveira et al., UFV, 2023) e Santos e Basso (Disciplinarum Scientia, 2019, hospital de Santa Maria). Tabela de referência: Manual de per capita para o PNAE (UNIFAL-MG, 2023), que compila outras fontes, inclusive Santos e Basso e os livros de Ornellas e Silva e Bernardes. Referência internacional: USDA FoodData Central (SR28), campo 'refuse', convertido em FC = 1 ÷ (1 − perda).
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